terça-feira, 4 de outubro de 2011

LCS

«PRAXE:
 s.f., conjunto de usos e costumes tradicionalmente existentes entre um grupo de estudantes universitários.»

Tanto que fica por dizer na objectividade típica de um dicionário...

Muito para além de um conjunto de "costumes", um estrito código de regras ou uma hierarquia intocável, a tradição académica é todo um importante processo, uma evolução que nos leva desde a inocência patética de caloiro ao imponente traçar de uma capa veterana, preenchida de emblemas e memórias.

Estas semanas têm sido uma luta - contra a apatia, calor, as bolhas nos pés e a rouquidão - mas deixam consigo um sorriso na alma e a vontade de fazer mais e melhor, de transmitir o bem-estar deste aconchego quase familiar aos recém-chegados, contagiando-os com o amor ao que fazemos, tal como a nós nos foi legado.
Cada vez mais nos apercebemos de que a praxe é um modo de vida, sob uma cultura orgulhosamente herdada que nos compete preservar e difundir aos futuros caloiros desta licenciatura "de frustrados" que "não serve para nada", mas que muito honramos para que, por todo o lado, se saiba do que somos feitos.

Olho para trás, e não consigo deixar de sorrir com um brilhozinho nos olhos ao rever o tempo que passou desde a camisola imunda às vestes negras, relembrando cada episódio, as figuras-tristes que fiz (com mais entusiasmo do que zelo pela minha aparente reputação), o percurso que segui e as pessoas que me guiaram.

É por isso que visto o traje da uniformidade e igualdade académica. Para poder exteriorizar a preto e branco o orgulho* que sinto em fazer parte deste curso.



* - só poderia estar mais contente com LCS se o plano de estudos tivesse Antropologia - em vez de uma das cadeiras da treta do 3º ano (que para além de ridículas só servem para encher ECTS à força toda) - para ligar a Ciência à Cultura e satisfazer um interesse que vem a tomar forma há alguns anitos na minha cabeça.

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